Como saber se eu tenho diabetes gestacional?

Postado em 4 de fevereiro de 2019 | Autor: Redação Nutritotal

Veja como identificar os sintomas da doença e tudo o que está por trás dela

O diabetes gestacional é uma doença que atinge, em média, 4% das gestantes no Brasil. E apesar de não haver uma causa aparente, existem fatores de risco que podem facilitar o seu desenvolvimento, de maneira silenciosa. Faça o teste a seguir para saber se você tem chance de ter diabetes gestacional.

Teste para diabetes gestacional

Responda às 8 perguntas com sim ou não.

Mulher grávida medindo a glicemia

É importante estar alerta à condição | Imagem: Shutterstock

1. Engravidei depois dos 40 anos?

A) SIM

B) NÃO

2. Independente da gravidez, meu peso e IMC estão acima do normal?

A) SIM

B) NÃO

3. Na minha família há histórico de casos de parentes com diabetes?

A) SIM

B) NÃO

 

4. Recebi o diagnóstico de pressão-alta, pré-eclâmpsia ou outro problema de saúde que poderia comprometer a vida do bebê durante essa gravidez?

A) SIM

B) NÃO

5. Minha altura é menor a 1,50 m?

A) SIM

B) NÃO

 6. Tenho sentido constantemente uma sensação de mal-estar, com fadiga?

A) SIM

B) NÃO 

 7. Tive diagnóstico recente de síndrome de ovários policísticos?

A) SIM

B) NÃO 

8. Sofri com problemas obstétricos em gestações anteriores?

A) SIM

B) NÃO 

Resultado: 

Se você respondeu SIM para alguma das perguntas acima, saiba que esses são fatores e sintomas que podem acarretar no surgimento de diabetes gestacional. Independentemente do seu resultado, não deixe de consultar seu obstetra ou um médico de confiança para saber melhor a respeito do diagnóstico dessa doença.

O que é diabetes gestacional

De acordo com a nutricionista Ana Carolina Vicedomini, não existem sintomas clássicos relatados para o diabetes mellitus gestacional, eles podem seguir os mesmos sintomas do diabetes mellitus tipo 1 ou tipo 2: hipoglicemias ou hiperglicemias com sensação de mal-estar, grande eliminação de urina (chamada de poliúria), fadiga e perda de peso. E como esses sintomas também podem se confundir com outras situações clínicas, uma avaliação médica completa é sempre necessária.

Segundo as Sociedades Americana e Brasileira de Diabetes (ADA e SBD), a recomendação é que todas as gestantes passem por essa investigação de diabetes gestacional entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, independente de fatores de risco ou alterações prévias de glicemia. Nesse período recomenda-se o teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com dieta sem restrição de carboidratos ou com, no mínimo, ingestão de 150 g de carboidratos nos três dias anteriores ao teste, com jejum de oito horas. O diagnóstico é confirmado a partir de um dos valores alterados. E o acompanhamento para verificar alterações glicêmicas durante a gravidez deve ser iniciado na primeira consulta do pré-natal e ser mantido durante toda a gestação e no pós parto também.

Como é o tratamento

O tratamento do diabetes mellitus gestacional (DMG) consiste em mudança de estilo de vida (prática de atividade física, alimentação e redução de estresse), além do controle de ganho de peso. A nutricionista conta que o plano alimentar deve fornecer uma ingestão calórica adequada para nutrir e garantir a saúde materna e fetal, visando o controle glicêmico e promover peso gestacional adequado.

Podem-se utilizar adoçantes artificiais (aspartame, sacarina, sucralose, entre outros) com moderação, conforme os limites diários recomendados pela OMS e aceitos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Em alguns casos se faz necessária a utilização de medicamentos para o controle de hiperglicemia. Antidiabéticos orais podem ser prescritos  a depender de recomendação médica.  A insulina é uma opção muito utilizada, pois, por não atravessar a placenta, é considerada segura para o período gestacional.

 

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Referências bibliográficas:

American Diabetes Association. Standards of Medical Care in Diabetes – 2019.

Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2017-2018. São Paulo, Editora Clannad, 2017.

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