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Como dever ser feito o cálculo de oferta hídrica para pacientes em TNE?

Postado em 16 de setembro de 2019 | Autor: Natália Lopes

O cálculo da oferta hídrica é de grande importância para o paciente em Terapia Nutricional Enteral

O paciente em terapia de nutrição enteral, assim como outros pacientes, também deve receber água em quantidades adequadas para o bom funcionamento orgânico. No entendo, alguns questões devem ser consideradas, como: recomendação de ingestão hídrica de acordo com a idade ou necessidade calórica, volume da dieta ofertada e utilização de soro.

A seguir, descrevemos um passo a passo de como deve ser feito o cálculo de oferta hídrica para pacientes em TNE.

  • Passo 1: Determine a necessidade calórica do paciente, através de fórmulas preditivas ou fórmula de bolso.
  • Passo 2: Determine a necessidade hídrica total, para isso, você pode considerar a oferta de 1 a 1,5ml/kcal/dia ou seguir a recomendação de acordo com a faixa etária como exposto na tabela abaixo:

Tabela 1: Recomendação de ingestão hídrica diária, de acordo com a faixa etária e considerando o peso do indivíduo:

População Necessidades hídricas (ml/kg/dia)
Jovem 40
Adultos 35
Idosos (55-75 anos) 30
Idosos (>75 anos) 25

 

 

  • Passo 3: feito esse cálculo, é importante determinar qual a dieta a ser oferecida, o volume de dieta necessário para atingir a meta calórica e calcular o volume de água presente na fórmula, para isso, podemos considerar que:

 

Tabela 3: Quantidade de água presente nas dietas enterais

Densidade Calórica (Kcal/ml) Conteúdo de água (ml/L de dieta) Conteúdo de água em %
0,9 a 1,2 800 a 860 80 a 86
1,5 760 a 780 76 a 78
2,0 690 a 710 69 a 71

 

  • Passo 4: calcular a diferença entre necessidade hídrica e oferta de água pela dieta.

Exemplo:

Se o paciente tem uma necessidade hídrica de 1800ml/dia e a dieta oferece 1450ml de água, precisaremos ofertar mais 350ml de água livre por dia, que podem ser fracionados em volumes menores ao longo do dia.

Importante: caso o paciente esteja em hidratação venosa, o volume infundido também deve ser considerado para o cálculo da oferta hídrica.

 

Referências:

DUNN, Sasha. Maintaining adequate hydration and nutrition in adult enteral tube feeding. British Journal Of Community Nursing, [s.l.], v. 20, n. 6, p.18-23, jun. 2015. Mark Allen Group.

PARRISH, Carol Rees. Sterile Water and Enteral Feeding: Fear Over Logic. Practical Gastroenterology, series #156, p.34-40, out. 2016.

WAITZBERG, Dan; DIAS, Maria Carolina Gonçalves. Guia Básico de Terapia Nutricional: Manual de Boas Práticas. São Paulo: Editora Atheneu, 2005.

TOLEDO, Diogo; CASTRO, Melina. Terapia nutricional em UTI. Rio de Janeiro: Rubio, 2015.

 

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