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Consumo de alimentos ultraprocessados aumenta em 14% o risco de mortalidade

Postado em 21 de fevereiro de 2019 | Autor: Michelle Barone

Estudo com 44.551 adultos avaliou a associação entre consumo de alimentos ultraprocessados, questões sócio demográficas, dados antropométricos e mortalidade

Estudo de coorte prospectivo observacional avaliou a associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados ​​e o risco de mortalidade por todas as causas.

Para isso, 44.551 adultos (≥45 anos) franceses foram acompanhados durante 7,1 anos e preencheram, pelo menos, 3 a 10 recordatórios alimentares de 24h não consecutivos durante os 2 primeiros anos de acompanhamento. No início do estudo foram colhidas informações sobre questões sócio demográficas, estilo de vida, prática de atividade física, peso, altura e dados antropométricos.

Alimentos ultraprocessados ​​representaram uma média de 29,1% do total de energia ingerida. O maior consumo desses alimentos foi associado a adultos jovens (45-64 anos), com menor rendimento financeiro, menor nível de escolaridade, pessoas que vivendo sozinhas, maior IMC, e menor nível de atividade física. Após ajustes de fatores de confusão, foi verificado que aumento no consumo de alimentos ultraprocessados foi positivamente associado com mortalidade por todas as causas (P = 0,008), sendo que o aumento de 10% no consumo de alimentos ultraprocessados foi associado a maior risco de mortalidade em 14%.

Os autores concluíram que consumo de alimentos ultraprocessados parece estar associado ao risco de mortalidade global maior adulta. Estudos prospectivos são necessários para confirmar os achados e discutir os mecanismos pelos quais esses alimentos ​​podem afetar a saúde.

Referência:

Schnabel L, Kesse-Guyot E, Allès B, Touvier M, Srour B, Hercberg S, Buscail C, Julia C. Association Between Ultraprocessed Food Consumption and Risk of Mortality Among Middle-aged Adults in France. JAMA Intern Med. 2019 Feb 11.