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Ginseng vermelho coreano reduz fadiga em mulheres pós-menopausa

Postado em 23 de setembro de 2021 | Autor: Eduarda Rodrigues| Tempo de leitura: 3 min

O estudo coreano avaliou os efeitos da Ginseng vermelho coreano nos sintomas da pós-menopausa

Ginseng vermelho coreano reduz fadiga em mulheres pós-menopausa

A Ginseng vermelho coreano (Panax ginseng Meyer) é uma planta tradicionalmente consumida em países do Leste Asiático, como a Coréia, China e Japão e utilizada na forma de alimento funcional ou como medicamento terapêutico natural. Estudos anteriores mostram que a planta tem propriedades anticâncer e antioxidante, auxiliando na melhora da atividade do sistema imunológico, nos sintomas de fadiga, na circulação sanguínea, na função da memória e no processo de envelhecimento.

As mulheres pós-menopausa tem uma maior suscetibilidade para doenças decorrentes do envelhecimento devido ao aumento do estresse oxidativo ocasionado pela diminuição do estrogênio e, por isso, alguns estudos sugerem que o uso Ginseng vermelho coreano poderia auxiliar nos sintomas comuns da pós-menopausa como a fadiga. Entretanto esses estudos foram inconclusivos.

A partir disso, um estudo Coreano investigou os efeitos do Ginseng no processo de envelhecimento biológico e na sua capacidade antioxidante, avaliando como ele afeta os sintomas clínicos de fadiga em mulheres pós-menopausa.

Foram recrutadas 63 mulheres pós-menopausa em idade entre 46-69 anos, sendo divididas em grupo placebo (30 mulheres) e grupo intervenção (33 mulheres) com ingestão de suplementação de 500mg de Ginseng 4 vezes ao dia.  As participantes responderam um questionário sobre o estilo de vida, histórico médico e uso de suplementação para saúde e tiveram os dados antropométricos coletados.

Os pesquisadores avaliaram o Status antioxidante total (SAT) pelo método colorímetro automatizado TBA c8000, a partir da amostra de sangue avaliaram o número da cópia do DNA da mitocôndria (mtDNA) como um indicador de envelhecimento biológico e para avaliação dos sintomas de fadiga, utilizaram a ferramenta Escala de gravidade da fadiga (EGF) composto por 9 itens, em que cada um poderia receber uma pontuação de 1 a 7 pontos, sendo avaliado após a ingestão Ginseng.

Após a analise dos resultados, viram que a taxa de SAT aumentou significativamente no grupo Ginseng (p = 0,021), contudo no grupo placebo houve apenas uma pequena diminuição (p = 0,258). Já no indicador biológico os resultados foram consideravelmente inferior, sendo o grupo que recebeu a suplementação da planta obteve um número de cópias do mtDNA maior comparado ao outro grupo (1,58 ± 2,0 a 0,28 ± 2,36). Além disso, os escores EGF diminuíram expressivamente no grupo de Ginseng.

Com os resultados os pesquisadores concluíram que a ingestão de Ginseng vermelho ajuda no envelhecimento biológico decorrente do aumento do número de copias da mtDNA e por conta da maior atividade antioxidante reduziu os sintomas de fadiga relatado por mulheres pós-menopausa. Contudo ressaltam que mais estudos devem ser realizados.

 

Referência

Chung, T.-H.; Kim, J.-H.; Seol, S.-Y.; Kim, Y.-J.; Lee, Y.-J. The Effects of Korean Red Ginseng on Biological Aging and Antioxidant Capacity in Postmenopausal Women: A Double-Blind Randomized Controlled Study. Nutrients 2021, 13, 3090.

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