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O nutricionista pode prescrever fitoterápicos?

Postado em 8 de fevereiro de 2021 | Autor: Natalia Lopes

Para prescrição de fitoterápicos na forma farmacêutica é necessário, apenas, ter pós-gradução lato sensu na área de fitoterapia

Sim. Essa é uma atividade permitida aos nutricionistas desde 2013, com a publicação da Resolução CFN Nº525/2013 e, mais tarde, alterada pela Resolução CFN nº 556/2015 que determina que “o Nutricionista poderá adotar a fitoterapia para complementar a sua prescrição dietética somente quando os produtos prescritos tiverem indicações de uso relacionadas com o seu campo de atuação”.

A nova Resolução CFN Nº 680, de 19 de janeiro de 2021, autoriza a prática da fitoterapia na assistência nutricional e dietoterápica, incluindo a prescrição de plantas medicinais na forma de infusão, decocção e maceração em água, a todos os nutricionistas, ainda que sem certificado de pós-graduação em fitoterapia ou título de especialista nessa área. Já “a prescrição do que for diferente de infusão, decocção e maceração em água, a partir de plantas medicinais in natura e drogas vegetais, ou seja, de drogas vegetais em formas farmacêuticas, de medicamentos fitoterápicos, de produtos tradicionais fitoterápicos e de preparações magistrais de fitoterápicos é permitida ao nutricionista portador de certificado de curso de pós-graduação lato sensu em nível de especialização em fitoterapia, emitido por instituição de ensino superior credenciada pelo Ministério da Educação, observados os requisitos legais, com, no mínimo, 200 horas de disciplinas específicas de fitoterapia, ou de título de especialista na área”.

Segundo a tal resolução, em seu artigo 8º, “ao adotar a fitoterapia, o nutricionista deve considerar:

I. as evidências científicas quanto a critérios de eficácia e segurança ou em dados de uso seguro e efetivo publicados na literatura técnico-científica ou uso tradicional reconhecido;

II. os diagnósticos, os laudos e os pareceres dos demais membros da equipe multidisciplinar, definindo com estes, sempre que pertinente, a conduta a ser instituída;

III. as indicações, as contraindicações e as precauções de uso;

IV. a necessidade de oferecer orientações técnicas necessárias para minimizar, quando possível, os efeitos adversos;

V. as interações com outras plantas medicinais, com medicamentos e com os alimentos;

VI. os riscos da potencial toxicidade dos produtos prescritos; e

VII. a necessidade de monitorar a evolução clínica, necessidade de ajustes de doses e de sua suspensão, quando os objetivos forem alcançados ou por outros critérios técnicos.”

Assim, embora pareça uma prática fácil e sem riscos, é importante que o nutricionista esteja preparado e adquira conhecimento suficiente sobre a planta a ser utilizada, as suas indicações e, também sobre questões fisiopatológicas relacionadas a condição clínica do paciente, antes de realizar a prescrição.

 

Referências

CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS. Resoluçaõ CFN nº 680, de 19 de janeiro de 2021. Regulamenta a prática da fitoterapia pelo nutricionista e dá outras providências.

CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS. Resolução CFN nº556, de 11 de abril de 2015. Altera as Resoluções nº 416, de 2008, e nº 525, de 2013, e acrescenta disposições à regulamentação da prática da Fitoterapia para o nutricionista como complemento da prescrição dietética.

CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS. Resolução CFN nº 525, de 19 de maio de 2013. Regulamenta a prática da fitoterapia pelo nutricionista, atribuindo-lhe competência para, nas modalidades que específica, prescrever plantas medicinais, drogas vegetais e fitoterápicos como complemento da prescrição dietética e, dá outras providências.

 



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