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Terapia nutricional domiciliar – parte I

Postado em 22 de janeiro de 2009

Atendimento domiciliar oferece conforto e humanização ao tratamento

Diversos são os benefícios do home care, que propicia aos pacientes melhores condições para se restabelecer no conforto de seu lar, com o apoio de seus familiares, sempre próximos. Entre os principais diferenciais, o fato de estar em um ambiente muito mais acolhedor do que o hospital, que não alimenta a idéia de doença.

Os benefícios são igualmente observados no atendimento nutricional em home care, é o que explica a nutricionista clínica do Ganep Lar, Gabriela Morais de Souza, pós-graduanda em nutrição clínica pelo Ganep Nutrição Humana. Confira!

 

1. Qual a diferença da monitorização do atendimento nutricional em home care para o realizado em ambiente hospitalar?
A monitorização da terapia nutricional domiciliar e o atendimento realizado em ambiente hospitalar são semelhantes. Tanto no hospital quanto na residência o paciente receberá visita da nutricionista, que acompanhará sua evolução nutricional. O modo de ação individual de cada profissional varia, porém algumas condutas como avaliação clínica, avaliação da ingestão alimentar, avaliação de exames bioquímicos de parâmetro nutricional, realização de avaliação antropométrica, solicitação de recordatório alimentar, estimativas das necessidades nutricionais, entre outros, são condutas comuns aos dois ambientes.

2. Quais as vantagens e desvantagens de cada um deles?
O atendimento domiciliar oferece algumas vantagens em relação ao acompanhamento hospitalar. Quando o paciente está em sua residência, sente-se mais confortável, em um ambiente comum, no qual conta com o apoio de familiares e amigos, o que é fundamental para sua boa evolução clínica. Neste ambiente o paciente também tem maior liberdade de escolhas alimentares, optando por ingerir o que mais lhe agrada, dentro do que é permitido; ao contrário do hospital, onde as escolhas são limitadas ao cardápio padronizado de cada estabelecimento.

3. Quem são os pacientes que podem optar por este tipo de atendimento?
São aqueles clinicamente estáveis, que tenham um responsável ou cuidador capacitado, que estejam sob término de terapia nutricional parenteral ou que necessitem de curativos complexos. No caso de portadores de doenças crônicas, podem necessitar destes cuidados aqueles que apresentem períodos de descompensação, pacientes com processos infecciosos ou sob cuidados paliativos.

4. Há contra-indicações para o home care?
Algumas contra-indicações, como instabilidade clínica, patologia aguda sem diagnóstico, terapêutica cirúrgica, não aprovação pelo médico, não aprovação pelo paciente/família, não aprovação pelo plano de saúde, ausência de domicílio, domicílio sem condições para receber o paciente ou ausência de cuidador não permitem que o paciente seja atendido em domicílio.

5. Como a família pode participar deste atendimento?
A família é fundamental para colaborar com a boa evolução do paciente em domicílio. Muitos pacientes são parcial ou totalmente dependentes de terceiros e, assim, necessitam de apoio e auxílio para a realização de atividades básicas da vida diária, como comer, sentar, trocar de roupa ou tomar banho. Portanto, a família, além de estar presente para auxiliar nestas atividades, deve dar atenção ao paciente e manter uma relação de afeto e carinho, para que o paciente se sinta bem em seu próprio lar.

6. É necessário algum tipo de adaptação à residência?
Em primeiro lugar, é fundamental que na residência haja eletricidade, refrigeração, telefone, água corrente e água potável, assim como medidas higiênicas gerais e de segurança. Algumas adaptações, no entanto, podem ser necessárias para que possa ser mantida a estrutura que permita fornecer ao paciente tudo o que ele necessita, tais como materiais e equipamentos, além de permitir a atuação do profissional da área da saúde. Muitas vezes, os pacientes acabam sendo mantidos na sala ou em algum local amplo, para que todos os equipamentos necessários caibam no local, como a cama hospitalar. Em algumas casas, há necessidade de retirada do boxe do banheiro para que a cadeira de banho passe. Degraus não são bem-vindos, pois atrapalham a locomoção com cadeira de rodas.

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