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ASSOCIAÇÃO ENTRE GORDURA ABDOMINAL AVALIADA PELO DEXA E CARACTERÍSTICAS METABÓLICAS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES OBESOS

Postado em 25 de março de 2009 | Autor: Diniz SM, et al.

Autores: Diniz SM; Arthur T; Guazzelli ICM; Nicolau CYM; Pereira RMR; Shiraiwa R; Villares SMF

Instituição: HCFMUSP/LIM25

Objetivos

INTRODUÇÃO: Obesidade é uma doença crônica que se caracteriza por excesso de tecido adiposo branco, cuja prevalência está aumentando em países tanto desenvolvidos quanto em desenvolvimento em proporções epidêmicas. A obesidade nas crianças e adolescentes é atualmente um problema de saúde pública devido ao impacto não somente na saúde, mas também na integração social do futuro adulto. Estudos demonstram que os hormônios produzidos pelos adipócitos, como a leptina e a adiponectina, estão associados com a obesidade. A adiposidade subcutânea também está associada com maiores níveis de leptina. Já a adiponectina mostra uma associação negativa com a Síndrome Metabólica. Desta forma, o presente estudo apresenta a associação entre níveis de leptina, adiponectina e outros fatores metabólicos com a gordura abdominal avaliadas pelo DEXA. OBJETIVOS: Correlacionar a distribuição de gordura abdominal, estimada pelo Dual energy x-ray (DEXA), com características metabólicas e antropométricas em crianças e adolescentes.

Materiais e métodos

MÉTODOS: 44 crianças e adolescentes (20 meninas e 24 meninos, 10 ± 1,90 anos, IMC 29,89 ± 4,25 kg/m2, escore Z do IMC 2,27 ± 0,31, 61,4% pré-púberes e 38,6% púberes) foram submetidos ao exame de DEXA e foram classificados segundo a massa de gordura abdominal em tercil de corpulência: Baixa Gordura Abdominal (BGA: 8,15 ± 1,75 Kg), Média Gordura Abdominal (MGA: : 13,08 ± 1,03 Kg) e Alta Gordura Abdominal (AGA: 18,14 ± 3,13 Kg). Os dados metabólicos (hiperinsulinemia, perfil lipídico, resistência à insulina por meio do HOMA-IR, ácido úrico, leptina e adiponectina) e antropométricos (circunferência abdominal) foram obtidos. Os dados estatísticos foram analisados no programa SPSS versão 15.0 através da análises de associação.

Resultado

RESULTADOS: Houve associação entre o aumento de gordura abdominal avaliada pelo DEXA e a adiponectina (xBGA= 17,6 ±6,1 xAGA= 10,7 ±2,2 , p=0,002), leptina (xBGA= 24,5 ±9,0 xAGA= 40,7 ±19,5 p=0,004), ácido úrico (xBGA= 3,8 ±0,6 xAGA= 5,6 ±1,1 , p<0,001), HOMA-IR(xBGA= 2,4 ±1,0 xAGA= 5,2 ±2,5 , p<0,001) e circunferência da cintura (xBGA= 83,2 ±6,7 xAGA= 105,5 ±8,9 , p<0,001) quando os grupos BGA e AGA foram comparados. Os tercis BGA e MGA apresentaram diferença significativa quanto aos níveis de ácido úrico (xBGA= 3,8 ±0,6 xMGA= 4,7 ±0,8 , p=0,016) e da circunferência abdominal (xBGA= 83,2 ±6,7 xMGA= 94,2 ±4,3 , p<0,001). Já entre os grupos MGA e AGA, o HOMA-IR (xMGA= 2,4 ±1,2 xAGA= 5,2 ±2,5 , p<0,001) e a circunferência abdominal(xMGA= 94,2 ±4,3 xAGA= 105,5 ±8,9 , p<0,001) foram significativamente diferentes. Quanto ao perfil lipídico, não foi observada nenhuma associação com as massas de gordura abdominal entre os tercis.

Conclusão

CONCLUSÃO: Crianças e adolescentes que tiveram aumento da gordura abdominal avaliadas pela Dexa apresentam perfil metabolico mais comprometido. Os níveis de HOMA-IR, insulina, adiponectina, leptina e ácido úrico foram significantemente maiores nos pacientes com aumento da gordura abdominal. Nossos resultados demonstram que este método de medida de gordura abdominal pela DEXA poderiam ser utilizado como indicador do perfil metabólico em crianças e adolescentes obesos.

Unitermos

DEXA=Dual energy x-ray; IMC =Índice de massa corpórea; HOMA-IR = Homeostasis Model Assessment insulin resistance

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